sábado, 1 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Hermann Hesse...
"Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo.
Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave.
Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.
A culpa de nossa desgraça, da nulidade e cruel esvaziamento de nossas vidas, culpa da guerra, da fome, culpa de todas as tristezas e maldades não cabe a uma idéia ou a um princípio.
Nós somos os culpados, nós!
E também só através de nós, do nosso reconhecimento disso e da nossa vontade é que isso poderá mudar."
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Voltando...
Bem, meu maninho e cunhada voltaram para casa e eu voltei para os bordados e aos pouquinhos voltando a visitar os blogs queridos...
Tinha alguns concluidos , mas sem tempo para posta-los, agora aos poucos vou mostrando...
Tinha alguns concluidos , mas sem tempo para posta-los, agora aos poucos vou mostrando...
Este foi concluido, será um lindo quadro...
Adorei bordar esta tela, cheia de desenhos diferentes... também concluida...acho que também será um quadro...
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
O casório...
É hoje o casório da Thatiana, minha sobrinha e ela foi a daminha de honra em meu casamento há 22 anos...Pensei em emprestar minha almofadinha, feita por minha cunhada Vera, onde foram levadas as alianças... e ela aceitou...
Quem disse que eu acharia a almofadinha... tomou chá de sumiço!!!
Então, claro, tive que fazer uma outra... e sabe que me deu um prazer enorme em confeccioná-la...Adorei e vejam como ficou, não está lindinha???
Coloquei os detalhes nos cantos da almofada e no centro, com botões de rosa em fita de cetim, ficaram bem delicadas e não sobrecarregaram o trabalho.
Em breve voltando...
Quem disse que eu acharia a almofadinha... tomou chá de sumiço!!!
Então, claro, tive que fazer uma outra... e sabe que me deu um prazer enorme em confeccioná-la...Adorei e vejam como ficou, não está lindinha???
Coloquei os detalhes nos cantos da almofada e no centro, com botões de rosa em fita de cetim, ficaram bem delicadas e não sobrecarregaram o trabalho.
domingo, 4 de setembro de 2011
Ferreira Gullar...
METADE
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Ferreira Gullar
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